TSE se reúne nesta quarta para decidir impasse sobre licitação de urnas para eleição municipal

A expectativa é de que 180 mil novas urnas substituam as antigas, que são das eleições de 2006 e 2008.

Tribunal Superior Eleitoral se reúne nesta quarta-feira (8) para discutir a licitação de empresas que fornecerão as urnas eletrônicas para as eleições de 2020. Será realizada uma sessão extraordinária, já que o TSE está em recesso neste mês de janeiro.

A licitação para a troca de urnas ainda está estagnada, e, caso não seja definida a empresa, a substituição dos equipamento pode ser atravancada.

O processo foi aberto em 2018, com valor de R$ 696,4 milhões, com limite de R$ 766 milhões para o montante a ser contratado. Estão concorrendo duas empresas: o grupo brasileiro Positivo e o consórcio da americana Diebold, representado pela Smartmatic, com sede em Londres.

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber, já havia barrado em outro momento a empresa sediada na capital inglesa. Tanto a Positivo, quanto a Smartmatic haviam sido desclassificadas do processo.

No entanto, nesta quarta-feira, o TSE analisará os recursos.

A expectativa é de que 180 mil novas urnas substituam as antigas, que são das eleições de 2006 e 2008. Atualmente o país conta com 550 mil equipamentos.

Com as mudanças, o visor ficará acima do teclado e não do lado, como é hoje em dia. Segundo o governo, o modelo atual de urna privilegia o eleitor destro.

De acordo com estudos realizados, ele possibilita uma menor movimentação dos olhos e consequentemente proporcionam uma votação mais rápida. O aperfeiçoamento nas criptografias também é uma das inovações presentes nos equipamentos modernos.

Apesar de nunca terem sido comprovadas fraudes em eleições brasileiras, o método foi desenvolvido, também, para evitar adulterações nos resultados.

Além disso, as novas urnas terão maior velocidade de processamento.

*Com informações da repórter Camila Yunes