Paraisópolis tem fim de semana de homenagens, baile funk ‘vazio’ e ato ecumênico

Muros e paredes de vielas da comunidade receberam grafites com mensagens em homenagem às vítimas

Uma semana após a morte de nove jovens, voltou a acontecer, neste sábado (7), o baile funk da DZ7, em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. O pancadão teve público reduzido e foi em homenagem as vítimas. Por um minuto, as caixas de som foram desligadas para lembrar os mortos, que tinham entre 14 e 23 anos.

Comerciantes locais vestiam uma camiseta como os dizeres “Luto. Paraisópolis pede paz”. Lideranças religiosas também estiveram presentes.

Na madrugada de 1º de dezembro, nove frequentadores do baile funk morreram após uma ação da policia militar. Outros 12 ficaram feridos. A PM alega que a confusão começou após criminosos atirarem contra os militares.

O primeiro baile funk depois da tragédia foi acompanhado de perto por policiais militares, que reforçaram a presença na região durante o fim de semana. A estimativa é que o pancadão, que ocorreu na madrugada de sábado (7) para domingo (8), tenha reunido 2 mil pessoas. Na noite das mortes o número estimado de frequentadores no baile era 5 mil.

Neste domingo, moradores da favela também fizeram um ato ecumênico em lembrança aos mortos. Os familiares das nove vítimas, que não moravam na comunidade, foram convidados e compareceram. Ainda no fim de semana, muros e paredes de vielas de Paraisópolis receberam grafites com mensagens da comunidade.

Na sexta-feira (6), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) disse que o governo vai apresentar nesse semana outras medidas para a região. “Nós anunciaremos procedimentos complementares que não estão ligados à segurança, mas sim às atividades de lazer, cultura, formação, qualificação profissional, e também na área de saúde pública na comunidade de Paraisópolis e Heliópolis, prioritariamente, e depois extensivo a outras comunidades de São Paulo

Em nota, o governo de São Paulo, afirmou que vai ocorrer, nesta segunda-feira (9), em Paraisópolis, um encontro entre secretários de Estado, representantes da prefeitura e lideranças da comunidade. A ideia é estabelecer um diálogo a fim de criar programas e políticas públicas que atendam as necessidades das pessoas que moram na região.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni