Major Olimpio sobre impeachment de Gilmar Mendes: ‘Através do protesto da população é que vai virar’


Major Olimpio (PSL-SP) participou de ato a favor do impeachment de Gilmar Mendes em São Paulo
 

O senador Major Olimpio (PSL-SP) afirmou, em entrevista à Jovem Pan, neste domingo (17), que a pressão popular fará com que o processo de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes seja instaurado.

“Através do protesto da população é que vai virar”, disse o parlamentar. “Não sei se daqui um mês ou um ano, mas vai ter processo de impeachment contra ministro do Supremo”, prometeu.

Olimpio estava na manifestação a favor do impeachment de Gilmar Mendes na Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde deste domingo. Além da capital paulista, centenas de cidades brasileiras também tiveram atos contra o ministro.

O senador mencionou que há pelo menos 14 pedidos de impeachment contra Gilmar. Ele afirmou ter lido o pedido formulado pelo jurista Modesto Carvalhosa e que o documento descreve pelo menos oito crimes que teriam sido cometidos pelo ministro.

“O processo de impeachment não é dizer que é culpado, mas é apurar”, defendeu o congressista, criticando o fato do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), não colocar os pedidos para serem apreciados pela Casa. “Se instaurar [o processo de impeachment], vamos ter um processo para o ministro rebater as acusações. Se não instaurar, fica a sensação de que o crime compensa no Brasil”, afirmou.

Major Olimpio ainda comentou a decisão do STF de não permitir a prisão após a condenação em segunda instância. O novo entendimento da Corte fez com que políticos condenados pela operação Lava Jato, entre eles o ex-presidente Lula, fossem soltos.

“Quando o STF votou o fim da possibilidade da prisão após a condenação em segunda instância foi um tapa na cara da sociedade brasileira”, lamentou o senador. “Eles [os manifestantes] querem a CPI da Lava Toga para apurar a conduta do Supremo, o impeachment no ministro Gilmar Mendes e a prisão em segunda instância. O povo está na rua gritando ‘socorro, preciso de segurança’.”