Bruno Garschagen: Não há nada contra Bolsonaro no caso Marielle até o momento


Caso precisará ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal por envolver nome do presidente
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Registros da portaria do Condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, onde mora o presidente Jair Bolsonaro (PSL), apontam que Élcio de Queiroz, um dos suspeitos de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco, entrou no local no dia do assassinato, em 14 de março de 2018, dizendo que iria para a casa do então deputado. A informação foi veiculada pelo Jornal Nacional, da TV Globo.

Os registros de presença da Câmara dos Deputados, no entanto, mostram que Bolsonaro estava em Brasília e que postou vídeos no Legislativo no mesmo dia. Em sua defesa, o presidente fez uma live em sua página no Facebook criticando a reportagem e a emissora, e afirmando que “está à disposição para conversar com o delegado” responsável pela investigação.

“Essa é uma história esquisita, a forma como o nome do presidente aparece também é estranha. Mas há uma investigação em curso e ela que vai descobrir quem são os envolvidos, além dos suspeitos já identificados. Eu estou muito curioso para saber o posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) [que será obrigado a analisar a situação] em relação a esse caso, lembrando aqui que, até agora, não tem nada nesse depoimento – e não foi apresentado o processo, que corre em segredo de Justiça, portanto uma parte dele é que foi vazada -, não há nada que envolva o presidente da República nesse crime.

Agora, quando se apresenta um crime e há essa história da entrada, dizendo que teria ido até a casa de Bolsonaro, envolve o nome do presidente e causa essa polêmica toda. Mas até agora não existe nada contra o presidente da República”, enfatizou Bruno.