Brasil não vai reduzir emergência em relação ao coronavírus, diz ministério

Os brasileiros repatriados de Wuhan seguem em quarentena na Base Aérea de Anápolis, no interior de Goiás, sem apresentar sintomas respiratórios.

O número de casos suspeitos de coronavírus no Brasil continua em tendência de queda: de quarta (12) para quinta-feira (13), passou de 11 para 6: três no estado de São Paulo, dois no Rio Grande do Sul e um no Paraná. Entre um dia e outro, surgiu um novo caso e outros seis foram descartados.

Mesmo com o número mais baixo de casos, o Ministério da Saúde afirma que vai manter o atual nível de vigilância — “emergência em saúde pública”. Afinal, estudos apontam que o inverno é mais propício para o coronavírus se propagar do que o verão.

É o que destaca o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo. “O problema maior não vai ser agora no Carnaval, vai ser quando o inverno chegar lá em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.”

O secretário também comentou a nova forma de a China calcular o número de casos confirmados na região de Wuhan. Agora, os chineses consideram não só os exames de laboratório, como também exames clínicos — como radiografias — para agilizar o diagnóstico.

Com isso, houve um salto, em um dia, no número de infectados no país asiático: 14.840 novos casos.

Os brasileiros repatriados de Wuhan seguem em quarentena na Base Aérea de Anápolis, no interior de Goiás, sem apresentar sintomas respiratórios. Segundo o Ministério da Defesa, eles passam por avaliações médicas diárias e são submetidos a diferentes atividades.

Eles já passaram por quatro dos 18 dias de quarentena.

*Com informações do repórter Levy Guimarãe